FINANCIANDO SEU PRIMEIRO IMÓVEL: Um guia rápido

Muitas pessoas têm o sonho ter a casa própria. Seja para sair do aluguel, para começar a constituir um patrimônio ou ter um lar que atenda às necessidades, adquirir o primeiro imóvel é uma empreitada que vários brasileiros ainda querem enfrentar. Como uma aquisição desse porte, na maioria das vezes, é difícil de ser feita à vista, a saída encontrada pela maioria dos compradores é o financiamento.

Segundo índices do Banco Central, no primeiro semestre de 2013, mais de um milhão e trezentas mil famílias utilizaram o sistema de financiamento habitacional para comprar um imóvel. Juntas, elas pagaram mais de três bilhões de reais em prestações no mesmo período. O número de imóveis financiados têm crescido vertiginosamente. Isso porque o sistema financeiro atualiza constantemente as opções de empréstimos habitacionais e coloca à disposição da população mais possibilidades de financiamento.

Se você quer comprar seu primeiro imóvel, explicamos aqui os passos que precisa seguir para escolher a melhor opção de financiamento para o seu perfil e os cuidados a serem tomados.

Escolha o tipo de financiamento

O tipo de financiamento varia de acordo com o valor do imóvel e da renda do comprador. De acordo com as regras de cada tipo, serão calculados o valor da entrada e o que será financiado, a taxa de juros e os demais detalhes do contrato.

  • Sistema Financeiro Imobiliário (SFI): aqui é a instituição financeira que fornecerá o crédito. A negociação dos juros e do valor a ser financiado é feita diretamente com o banco. Você não poderá usar o FGTS na entrada e nem na amortização das prestações. Geralmente, quem opta por esse sistema compra um imóvel acima do valor que o governo federal usa como teto. O prazo para quitar a dívida gira em torno de 30 anos.

  • Sistema Financeiro Habitacional (SFH): o financiamento é concedido com recursos  do governo federal. A taxa de juros é de, no máximo, 12% ao ano. Na compra do seu primeiro imóvel, você pode usar seu FGTS para dar entrada e, de dois em dois anos, para amortizar a dívida.  O valor máximo do imóvel é de 750 mil reais (para os estados de SP, RJ, MG e o DF) ou 650 mil reais (para os demais estados). O banco poderá financiar até 90% desse valor e o prazo para o pagamento é de até 360 meses.

  • Minha casa, minha vida: o programa do governo federal subsidia integralmente seu imóvel caso sua renda familiar seja inferior à 1.600 reais. Sendo assim, você não pagará juros, as prestações serão de até 5% da renda da família e o prazo para quitar a dívida é de 120 meses. Caso sua família ganhe até 5 mil reais, o programa facilita as condições de financiamento, com juros de 6,8% ao ano e prazo de 360 meses. Essas condições só são válidas para a aquisição do primeiro imóvel.

O programa Minha Casa, Minha Vida é negociado pela Caixa Econômica. Já os financiamentos através do SFI e do SFH podem ser obtidos tanto na Caixa Econômica quanto em outros bancos.

Calculando a entrada e as prestações

Para saber quanto pagará todos os meses durante o período da dívida, os bancos disponibilizam simuladores na internet (veja aqui o da Caixa e  do Banco do Brasil). Inserindo seus dados, ele calcula o valor que pode financiar, quanto terá que dar de entrada e projeta suas prestações mensais.

Porém, esses valores precisam ser negociados diretamente com a instituição financeira, pois dependem da sua análise de crédito. O simulador dará as quantias aproximadas, mas apenas o banco é que concede a carta de crédito depois da análise de seus documentos e de negociação direta.

Baseados no seu contracheque e nas suas despesas, o crédito pode aumentar ou diminuir. Geralmente, o valor da prestação não pode ultrapassar 20% da renda total. Na parcela são incluídos os juros, os custos administrativos, o seguro obrigatório e o pagamento efetivo da dívida.

Depois de simular o financiamento e ver qual banco te oferece as melhores condições, vá em uma agência levando os documentos necessários e negocie. Não se esqueça que, caso opte pelo crédito do SNH ou do Minha Casa, Minha vida, seu FGTS pode ser usado na entrada.

Documentos e contrato

O processo de concessão de crédito imobiliário é bem menos burocrático do que parece. A lista dos documentos necessários estão disponíveis nos sites de cada banco (Caixa e Banco do Brasil). Alguns, como o contracheque e o imposto de renda são importantes para a análise de crédito. Outros, como certidões negativas, serão necessários para a assinatura do contrato.

Fique atento quanto às condições do imóvel que está adquirindo e cobre do vendedor os documentos que ele precisa apresentar. Certifique-se que as certidões fornecidas são atuais e se não existe nenhum impedimento jurídico para a venda.

Taxas

Fechadas as negociações, você terá que pagar algumas taxas, como o ITBI (Imposto sobre Transição de Bens Imóveis). Geralmente, os agentes imobiliários calculam que as taxas fiquem em torno de 5% do valor do imóvel. Grande parte desse dinheiro é gasta com o registro no cartório. Porém, quem está comprando uma casa ou apartamento pela primeira vez pelo SFH, tem direito a 50% de desconto nos cartórios. Fique atento!

Essas taxas também podem ser financiadas pelo crédito imobiliário da Caixa. Caso não tenha como pagar, pode optar por essa modalidade e financie as taxas junto o imóvel.

Ao comprar o primeiro imóvel, você tem algumas facilidades. Os subsídios e vantagens oferecidos aos compradores de primeira viagem facilitam o processo e desoneram o valor que terá que investir. Analise criteriosamente as opções que o mercado coloca à sua disposição e perceba que está cada dia mais fácil ter sua casa própria. Mas não deixe de fazer a sua parte: manter as contas em dia e se programar para ter dinheiro para quitar as parcelas.


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