Pagar dívidas ou investir? Aprenda o que fazer primeiro

Pagar dívidas ou usar o dinheiro para fazer novos investimentos? Muitos brasileiros que contraíram algum tipo de dívida no passado, acabam chegando em um determinado momento onde eles tem algum dinheiro acumulado que poderia ser usado para pagar parte de uma dívida, ou para fazer um novo investimento, e então acabam ficando na dúvida do que seria a melhor escolha.

É claro que oportunidades de investimento são sempre tentadoras e junto com elas normalmente estão expectativas muito positivas. Imagine, o que você prefere: abrir um novo negócio, ou dar dinheiro a alguém ou alguma instituição sem receber nada mais em troca? O novo negócio sempre traz sonhos e novas possibilidades e por este motivo, muita gente fica tentada a priorizar novos investimentos ao invés de pagar as dívidas.

Porém, na maioria dos casos, isto é um grande erro.

Pagar dívidas pode ser o seu melhor investimento

O que acontece é que normalmente associadas às dívidas existem taxas de juros altas, como por exemplo, as taxas de juros de cartão de crédito que podem facilmente ultrapassar os 10% ao mês. Se você analisar bem, não existe absolutamente nenhum investimento de baixo/médio risco que poderia lhe render 10% ao mês ou mais, para fazer mais sentido aplicar seu dinheiro neste investimento ao invés de pagar o cartão de crédito.

Neste exemplo usamos uma taxa de juros alta para a dívida, porém, mesmo que você estivesse pagando um empréstimo pessoal de 6% a.m. ou até menos, digamos 5% a.m., dificilmente você conseguiria um investimento de baixo/médio risco que lhe rendesse valores nesta taxa de retorno ao mês. A poupança por exemplo, rende pouco mais de 6% ao ANO.

Por este motivo, a menos que você tenha na sua frente um tremendo “negócio da china” (ou uma dívida com taxa de juros ridiculamente pequena) dificilmente investir em algo será mais vantajoso do que pagar as dívidas. Se você está nesta encruzilhada, analise muito bem as taxas de juros da dívida e a taxa de retorno do investimento antes de tomar sua decisão e tenha certeza que está colocando as “emoções” e “euforia” do novo investimento fora de sua análise.


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